Centro de Formação Canina

O Canil da Quinta das Tílias tem a funcionar desde 1997 um Centro de Formação Canina, que tem como principal objectivo o ensino canino. Mensalmente são dados cursos de obediência básica e social onde os participantes aprendem os princípios do ensino canino e as técnicas de ensino de comportamentos, que lhes vão permitir entender, comunicar, educar, controlar e ensinar comportamentos aos seus cães.

Com estes conhecimentos, os donos ficam na posse de ferramentas que permitem implementar regras de manuseamento, técnicas de educação e de ensino de comportamentos com vista a conseguirem do cão, hábitos e comportamentos socialmente aceites que promovam um melhor entendimento e um melhor relacionamento, com a família e com a sociedade, de forma a alcançarem uma coexistência pacífica e harmoniosa que possibilite ao cão a sua integração plena numa cultura totalmente diferente da sua.

Podem participar nestes cursos todas as pessoas com mais de 13 anos de idade acompanhadas de um cão com idade mínima de 4 meses, de qualquer raça ou sem raça definida.

O Centro de Formação Canina da Quinta das tílias oferece ainda a possibilidade do ensino da obediência básica e social em regime interno. Esta modalidade destina-se aos cães cujos donos, por falta de tempo ou por outra qualquer razão, não podem participar nos cursos, mas necessitam de uma ajuda profissional para a resolução de problemas comportamentais apresentados pelo seu cão ou que, simplesmente, entendem ser uma mais-valia viver com um cão ensinado.

Para os amantes da caça O Centro de Formação canina da Quinta das Tílias, prepara cães da raça Labrador Retriever para o cobro da caça.

Mensalmente, o Centro de Formação Canina da Quinta das Tílias organiza passeios para os participantes nos cursos de obediência básica e social com o objectivo de, além do convívio, proporcionar aos cães a possibilidade de continuarem a sua socialização com cães, pessoas e ambientes.

Este curso destina-se a todas as pessoas que detêm um cão com mais de 4 meses de idade , as que não têm tempo disponível para ensinar, elas próprias, o seu cão, as que querem ver os problemas comportamentais do seu cão resolvidos rapidamente, ou ainda, as pessoas que privilegiam o ensino do cão e apenas querem aprender a implementar técnicas de manuseamento para a criação de hábitos socialmente aceites e os sinais necessários e suficientes para comunicarem com o cão e dele retirarem os comportamentos aprendidos durante o período de ensino.

Este curso divide-se em dois períodos distintos.

O primeiro período tem a duração de, pelo menos, 30 dias. Durante este período o cão fica hospedado na Quinta das Tílias, é socializado com outros cães e outros animais, com pessoas e ambientes, aprende jogos de interacção com pessoas de forma a aumentar o vínculo afectivo, aprende comportamentos de obediência básica e social e são implementadas técnicas que levam à criação de hábitos, fundamentais para um cão de companhia que vive junto da família e em sociedade.

Os donos durante este período de, pelo menos, 30 dias recebem quatro aulas, 1 por semana em horário a acordar, respeitando a disponibilidade do participante e do Centro de Formação. Nestas aulas os donos aprendem a implementar técnicas de manuseamento para a criação de hábitos socialmente aceites, aprendem a jogar com o cão de forma a criarem nele condutas que serão usadas, mais tarde, como reforços e para gastar energias, física e predatória, aprendem os sinais para comunicar com o cão para que este apresente os comportamentos aprendidos.

Findo o período de, pelo menos, 30 dias o cão regressa à sua casa. O dono vai continuar a implementar as técnicas de manuseamento que aprendeu para a manutenção dos hábitos adquiridos, vai continuar a treinar os comportamentos aprendidos, vai generalizar esses comportamentos e vai aplicar todos os conhecimentos adquiridos na vida quotidiana.

O segundo período tem a duração de um mês, 4 aulas. Neste período as aulas são durante a semana em horário a acordar, respeitando a disponibilidade do participante e do Centro Formação. Estas aulas tem como objectivo a resolução de problemas encontrados no regresso a casa, a generalização dos comportamentos, a dessensibilização do cão à presença de outros cães, pessoas e novos ambientes.

Neste curso os cães vão aprender os seguintes comportamentos:

Reconhecer o nome. Andar junto sem puxar a trela. Aprender a suportar a vontade de urinar e defecar. Aprender a urinar e defecar na sua casa de banho. Cobrar. Cumprimentar as pessoas sentado. Deitar. Dormir na caixa transportadora. Entrar na caixa transportadora. Entregar. Olhar para o condutor. Permitir a ausência do condutor. Prestar atenção. Sentar. Sinal de ausência de reforço. Sinal de libertação. Tocar. Vir à chamada.

Na obediência básica e social em regime interno são aceites todos os cães com idade superior a quatro meses que não sofram de doenças infecto-contagiosas que estejam vacinados e desparasitados. Devem fazer-se acompanhar do livro de vacinas.

A obediência básica e social em regime interno é ministrada todos os meses e têm início em qualquer dia do mês.

Este curso tem como principal objectivo ensinar os participantes a entender, comunicar, implementar técnicas de manuseamento, para a criação de hábitos socialmente aceites e ensinar comportamentos ao cão, em positivo. Simultaneamente os participantes aprendem os princípios do ensino canino, as técnicas de aprendizagem e a forma de os aplicar na prática.

O CURSO DE OBEDIÊNCIA BÁSICA E SOCIAL é ministrado em duas fases distintas.

1ª Fase - Pacote de 4 aulas individuais ao ritmo de 1 por semana.

2ª Fase – Pacote de 8 aulas em grupo ao ritmo de 1 por semana.

As aulas são dirigidas a um binómio condutor/cão que se deve manter inalterado durante todo o curso. É permitida a presença de um acompanhante, também ele, definido desde o inicio dos trabalhos e que, simplesmente, assiste às aulas sem nenhuma intervenção nas mesmas. Nas aulas individuais o horário é flexível, ajustado à disponibilidade do participante e do Centro de Formação.

As aulas em grupo tem um horário fixo durante todo o curso, todos os sábados das 9h00 às 10h00.

O cão, também ele, deve preparar-se para o inicio do curso, assim, não deve ingerir nenhum tipo de alimento 24 horas antes da 1ª aula.

Antes do inicio do curso o participante deve adquirir o material necessário ao ensino do cão.

Material necessário: bolas com cordel (2) ou bolas tipo ténis (2), bloco de notas e caneta, caixa transportadora adequada ao tamanho do cão adulto, coleira metálica, colete de trabalho (com diversos bolsos), ponteiro metálico (Target stick), trapo velho com nó a meio ou tirante, trela com 2 metros, trela com 5 metros.

Neste curso os participantes vão aprender a ensinar ao cão os seguintes comportamentos:

Reconhecer o nome. Andar junto sem puxar a trela. Aprender a suportar a vontade de urinar e defecar. Aprender a urinar e defecar na sua casa de banho. Cobrar. Cumprimentar as pessoas sentado. Deitar. Dormir na caixa transportadora. Entrar na caixa transportadora. Entregar. Olhar para o condutor. Permitir a ausência do condutor. Prestar atenção. Sentar. Sinal de ausência de reforço. Sinal de libertação. Tocar. Vir à chamada.

Os participantes ficam na posse de conhecimentos e de ferramentas que lhes permitem continuar a ensinar novos comportamentos e a treinar os comportamentos aprendidos pelo seu cão, durante toda a sua vida, tendo como única limitação a sua imaginação e criatividade.

Podem participar no curso todas as pessoas com mais de 13 anos de idade acompanhadas de um cão com a idade mínima de 4 meses.

Os cães, participantes, não podem padecer de doenças infecto-contagiosas e têm de estar vacinados, desparasitados interna e externamente.

O curso realiza-se na Quinta das Tílias.

O ensino do cão é uma actividade praticada por milhões de pessoas em todo o Mundo. Em Portugal esta actividade ainda não atingiu a popularidade alcançada noutros Países da Europa mas tem, paulatinamente, vindo a ganhar adeptos entre os Portugueses, que adoptam o cão como mais um membro da família e que com ele criam uma relação de proximidade e companheirismo. Estes donos rapidamente percebem que o cachorro, tão bem comportado quando chegou a casa, desenvolveu hábitos e comportamentos dificilmente aceites pelos membros da família em particular e da sociedade em geral. Estes comportamentos a não serem corrigidos levam, na maior parte dos casos, a um afastamento e a um isolamento do cão, que tinha sido adoptado para viver no seio da família, ficando prisioneiro de uma qualquer varanda, terraço ou corrente para o resto dos seus dias, quando não abandonado na rua à sua sorte. Nas raças mais defensivas muitos animais são abatidos, por terem desenvolvido comportamentos agressivos que põem em causa a segurança dos próprios membros da família que os adoptou.

O cão é um ser maravilhoso, inteligente, extremamente social e muito afectivo, muito habilidoso no desempenho de várias funções, perito no uso de um ouvido e nariz extremamente apurados que fazem dele um excelente companheiro e um extraordinário colaborador no desempenho de múltiplas funções ao serviço do homem, desde os primórdios da humanidade. Todavia, o cão tem uma cultura completamente diferente do homem e precisa que este o perceba e saiba comunicar com ele para que todo o seu potencial se manifeste e se crie uma relação afectiva profunda e um entendimento total.

Se gosta de cães e se decidiu viver com um, não se esqueça que o cão adulto, do ponto de vista comportamental, é o produto daquilo que aprendeu durante o seu crescimento.

Muitas pessoas pensam que para ensinar um cachorro é necessário ter dons especiais e poderes mentais fora do comum. Outras pensam que só necessitam de ensino os cães destinados a executar tarefas específicas como a caça ou alguma modalidade desportiva. Outras ainda, pensam que só necessitam ensino os cães de raças grandes porque são muito pesados e tem muita força. Poucas são as que tem consciência de que todos os cães, pequenos ou grandes, de raça ou sem raça definida, seja qual for a sua função carecem de ensino. Só o ensino permite uma fácil comunicação entre o homem e o cão, só o ensino permite a manifestação, pelo cão, de todas as suas potencialidades e só o ensino permite que homem e cão possam viver em perfeita harmonia.

Ensinar um cão consiste na possibilidade de modificar comportamentos através de sinais emitidos por uma pessoa. Todos os comportamentos apresentados, pelo animal, sem a intervenção de uma pessoa não fazem parte do ensino mas sim do seu reportório natural de comportamentos. Para que se possa considerar um cão ensinado não basta ensinar novos comportamentos, é necessário que esses comportamentos se mantenham, se apresentem sempre que solicitados por uma pessoa em qualquer circunstância. Para que isto aconteça é necessário treinar os comportamentos aprendidos durante toda a vida do cão. Quando os comportamentos aprendidos, por força do treino, se tornam em hábitos a sua manutenção é muito mais fácil e requer menos trabalho.

Ensinar um cão é uma tarefa, para quem não tem conhecimentos nesta matéria, difícil, diria mesmo, impossível.

Existem, para simplificar, dois métodos de ensino canino. O ensino canino tradicional e o ensino canino em positivo.

O ensino canino tradicional baseia-se no castigo positivo e no reforço negativo. Neste método predominam os castigos para corrigir o cão quando apresenta comportamentos indesejados.

O ensino canino em positivo baseia-se no reforço positivo, para ensinar comportamentos, castigo negativo, contra-condicionamento e dessensibilização sistemática, para corrigir comportamentos indesejados.

O ensino canino tradicional é um método mais duro e que causa, muitas vezes, dor e sofrimento no cão. Ao invés o ensino canino em positivo não usa castigos positivos, não provoca dor e sofrimento e os cães ensinados por este método apresentam uma atitude alegre e divertida, ao contrário da atitude tímida e temerosa apresentada pelos cães ensinados pelo método tradicional. No entanto, qualquer dos dois métodos, aplicados correctamente, cumprem os objectivos e se mal aplicados, nenhum dos dois optem êxito.

O Centro de Formação Canina da Quinta das Tílias usa apenas o método de ensino canino em positivo.

Os comportamentos caninos não dependem da genética mas da aprendizagem. O cão inicia a sua aprendizagem desde o seu nascimento. Até às 8 semanas de vida deverá permanecer junto dos seus irmãos de ninhada para que possa aprender os códigos de comportamento e iniciar a sua socialização.

Ao chegar à sua nova casa o cachorro deverá iniciar de imediato um processo de aprendizagem que permita a criação de hábitos e comportamentos socialmente aceites para que a sua integração na família de adopção e na sociedade se faça de forma pacífica para ambas as partes.

Às famílias de adopção cabe definir como querem viver com o seu cachorro, que regras querem implementar e que comportamentos querem ensinar. Devem saber claramente quais os espaços, lá em casa, que o cachorro pode usar e os que não pode, devem saber o que lhe é permitido e o que é proibido. Tudo isto deve estar bem presente em todos os membros da família e todas estas regras devem ser apresentadas ao cachorro para que tome conhecimentos delas. Agora podemos iniciar o ensino do cachorro.

Independentemente do que cada um quer ensinar ao seu cão existem comportamentos que todos os cães de companhia devem saber e que fazem parte da boa educação canina, tais como:

- Socialização (com cães, pessoas, outros animais e ambientes);
- Inibir a mordida;
- Mordiscar ossos e objectos ocos;
- Ignorar objectos proibidos;
- Usar a sua casa de banho;
- Usar a caixa transportadora;
- Saber aproximar-se das pessoas ;
- Usar coleira e trela;
- Não entrar em zonas proibidas;
- Andar de carro;
- Reconhecer o seu nome;
- Prestar atenção;
- Sentar;
- Deitar;
- Ficar quieto;
- Aprender a urinar e defecar na sua casa de banho;
- Vir à chamada;
- Andar à trela sem puxar.

Ensinar um cão consiste na obtenção e modificação de comportamentos através de sinais emitidos por uma pessoa. Os princípios do ensino do cão são os mesmos princípios das teorias de aprendizagem aplicados de maneira específica. Aprendendo estes princípios o dono do cão fica na posse das ferramentas necessárias para ensinar ao seu cão todos os comportamentos, que fazem parte do seu reportório, tendo como única limitação a sua imaginação e criatividade.

A saber estes princípios são:

- Condicionamento clássico;
- Condicionamento operante;
- Antecedentes, comportamento, consequências;
- Reforço positivo;
- Reforço negativo;
- Reforço condicionado;
- Castigo positivo;
- Castigo negativo;
- Princípio de Premack;
- Programas de reforço;
- Modelação de comportamentos;
- Cadeias de comportamentos;
- Controlo por sinal;
- Generalização;
- Extinção de comportamentos;
- Dessensibilização;
- Sensibilização

Depois de aprendidos estes princípios e levados à prática, constatadas que são as alterações produzidas no cão ensinado, tanto a nível afectivo, relação com o dono, como a nível comportamental, este dono jamais deixará de treinar o seu cão e todos os que venha a ter durante a sua vida. Terá para sempre dificuldades em viver com um cão não ensinado.

O cão ensinado é um animal mais feliz, mais seguro, mais calmo, menos ansioso e mais livre.

A obediência consiste num conjunto de comportamentos que o cão deve apresentar sempre que lhe são solicitados, através de sinais, emitidos por uma pessoa. Não devemos confundir obediência com ensino, não são a mesma coisa. A obediência canina é uma disciplina do ensino canino.

Existem vários exercícios e graus de exigência dentro desta disciplina que têm a ver com as capacidades do cão e a função a desempenhar. Dependendo do grau de dificuldade dos exercícios, a obediência canina diz-se básica, intermédia e avançada. Os cães ensinados para o desempenho de actividades como a caça ou o pastoreio aprendem comportamentos diferentes dos cães treinados para protecção civil, cães de polícia, ou para busca e salvamento.

Também a obediência para cães de companhia, independentemente da sua raça, tem exercícios e graus de exigência próprios. Alguns dos exercícios executados nos desportos caninos e no trabalho real, pela sua exigência de perfeição e de rapidez de execução, não têm nenhum interesse para o cão de companhia. No entanto, os cães de trabalho e de desporto são, regra geral, excelentes cães de companhia.

No Centro de Formação Canina da Quinta das Tílias, o ensino dos comportamentos de obediência faz-se pelo ensino com clicker. Esta forma de ensino tem muitas vantagens relativamente a outras porque é muito simples, muito eficaz e dispensa o uso da força e da violência. Assim sendo podemos usar estas técnicas com todos os cães de todas as raças e de todas as idades.

Podemos enumerar alguns exercícios que fazem parte da disciplina obediência canina:

- Criação de um reforço positivo condicionado;
- Reconhecer o nome;
- Acompanhar o condutor;
- Senta;
- Deita;
- Vir à chamada;
- Parar;
- Ignorar objetos;
- Andar à trela sem puxar;
- Prestar atenção;
- Aproximar-se corretamente das pessoas;
- Entrar na caixa trasnportadora;
- Aumentar a duração dos comportamentos;
- Sinal de libertação;
- Cobrar;
- Soltar objetos;
- Ficar quieto;
- Ignorar comida no chão.

O condicionamento clássico ou condicionamento respondente é um processo que descreve a criação e a modificação de alguns comportamentos com base nos efeitos do binómio estimulo-resposta sobre o sistema nervoso central dos seres vivos. Foi o fisiólogo Russo Ivan Pavlov quem, pela primeira vez, teorizou e enunciou o mecanismo do condicionamento clássico.

A ideia básica do condicionamento clássico consiste em que algumas respostas comportamentais são reflexos incondicionados, são inatas em vez de aprendidas, enquanto que outras são reflexos condicionados, aprendidas através da associação com situações agradáveis ou desagradáveis, aversivas, apresentadas em simultâneo ou imediatamente a seguir. Através da repetição destas associações é possível criar ou remover respostas fisiológicas e psicológicas em seres humanos e animais. Esta descoberta possibilitou o desenvolvimento da psicologia comportamental e mostrou ter ampla aplicação prática.

Para se conseguir um condicionamento efetivo é necessário que o estímulo condicionado preceda o estimulo incondicionado, que não coexistam estímulos ambientais inibidores e que haja repetição periódica do condicionamento.

Quando o estimulo condicionado é apresentado sem a associação do estimulo incondicionado ocorre a extinção do condicionamento, a sua recuperação acontecerá logo que aconteça, novamente, a associação entre eles.

No ensino do cão o condicionamento clássico é uma ferramenta muito poderosa, porque permite trabalhar diretamente sobre as emoções do animal. Na prática, o principio do ensino consiste em fazer com que o cão associe coisas agradáveis - comida, jogos, festas, elogios etc. - a pessoas, animais, ambientes e a situações incómodas e desconfortáveis para o animal.

No dia a dia podemos ver imensos exemplos de condicionamento clássico com cães:

- Cães que correm para a porta de entrada do apartamento quando ouvem o carro do dono a chegar perto de casa;
- Cães que se escondem debaixo da mesa da sala, quando o dono chega a casa, porque fizeram as necessidades no sitio errado, provocando a sua ira;
- Cães que correm para junto da mesa de refeições, à hora de jantar, porque alguém reparte com a ele parte da refeição.

Usamos, ainda, o condicionamento clássico para criar a chave do ensino em positivo, o reforçador condicionado.

O condicionamento clássico permite ainda o contra-condicionamento. Uma resposta aprendida pode reverter-se pelo mesmo processo.

Imaginemos um cão que aprendeu a ser agressivo para pessoas, estranhas, porque foi, por elas, mal tratado. Poderemos modificar esta resposta se, sempre que o cão tiver contato com estranhos, acontecer algo agradável. O processo de contra condicionamento é usado para modificar comportamentos emocionais socialmente inaceitáveis e trabalha-se conjuntamente com a dessensibilização.

Todas as técnicas de ensino canino baseiam-se nas teorias de aprendizagem e na etologia canina.

As técnicas baseadas nas teorias de aprendizagem assentam na modificação do comportamento do cão através do reforço positivo, reforço negativo, castigo positivo e castigo negativo. Por serem muito diferentes entre si, a sua aplicação constitui três tipos deferentes de ensino: ensino canino tradicional, ensino canino em positivo e ensino canino misto.

As técnicas baseadas na etologia dão muita importância aos comportamentos naturais dos cães, privilegiando a formação de hierarquias de dominância em que o dono deve ter um estatuto superior ao do cão assumindo a chefia da matilha, estatuto Alfa, para o poder controlar. Estas técnicas por si só não permitem ensinar comportamentos, mas os seus defensores afirmam conseguir uma comunicação natural, através de um profundo conhecimento dos comportamentos sociais e da linguagem corporal dos cães.